Empresa de construção civil foi multada em mais de 30 mil reais

Na tarde de ontem (21) a Polícia Ambiental lavrou multas equivalentes a mais de 30 mil reais em desfavor de uma empresa de construção civil da cidade.
O caso teve início no último dia sete de outubro quando via denúncias pelo disk 181 a Polícia Ambiental foi informada de irregularidades no loteamento residencial Sarah Kubitschek no bairro JK.


Já na tarde de ontem a Polícia Ambiental se dirigiram ao local e em conversa com vizinhos foram informados que a empresa estaria captando água no açude, acusação esta que não teria sido confirmada pelos policiais ambientais.

Porem outras infrações foram constatadas como o trabalho sem autorização ambiental de funcionamento para a construção de 308 casas populares que causaram segundo a Polícia Ambiental a degradação do curso de água do açude.

Ainda foi visto que a construção está causando o assoreamento do curso de água. A PM foi informada que nas chuvas dos últimos anos a terra retirada do local acabou descendo para o leito do açude e matou algumas nascentes.

A obra ainda estaria sendo feita com o aterramento parcial de uma grota profunda para efetuar a pavimentação da rua de novas residências e esta obra atrapalharia a captação das águas das chuvas que iriam desaguar no açude.

Outra contravenção constatada foram os cortes de árvores e vegetação rasteira a menos de 30 metros do curso de água. Diante da situação foram feitas as devidas notificações sendo uma no valor de 1.455 reais e a outra no valor de 29.118 reais em multas.

As atividades acabaram sendo suspensas e a Polícia Ambiental por fim apreendeu toda a lenha subtraída de maneira ilegal naquela localidade.

Uma ONG Paracatuense se pronunciou acerca do ocorrido através de seu presidente Antônio Eustáquio Vieira. Veja na integra o comunicado oficial:

Caros Amigos.

Boa tarde.

Temos recebido inúmeras denúncias, em forma de pedido de socorro, tanto em nível Rural como Urbano em Paracatu, e não temos   a quem recorrer.

Infelizmente as instâncias que deveriam dar suporte para a comunidade na defesa de seus sonhos, não funcionam.

Embora sejamos uma ONG Ambientalista, sem poder de polícia, dentre outros, a comunidade vê no MOVER a única saída para resolver várias questões irregulares que a cada dia que passa mais e mais se avolumam por todo o município.

Nestas fotos anexas, mostramos o açude do Bairro Alto do Açude que foi construído há mais de 100 anos para viabilizar o abastecimento público na época e que faz parte da nossa história, está agonizando.

Das duas nascentes originais, a única que resistia aos desmandos e omissão do Poder Público, agora está morta.

Quando esteve em Paracatu como coordenador das bacias do Paracatu e Urucuia, o Dr. Mauro Ellovitch embargou e fez serem demolidas, várias construções em APP da única nascente que existia e alimentava o Açude, que faz parte do Córrego Pobre, que atravessa vários bairros da cidade e que é afluente do Córrego Rico.  Este por sua vez alimenta o Rio Paracatu e consequentemente o Rio São Francisco.

De lá para cá, novos loteamentos foram implantados na bacia, sem os cuidados necessários e o resultado está aí. Não vamos dizer que é um absurdo, mas sim um horror.

Em 1998 a administração local, do ex Prefeito Almir Paraca em Parceria com o IGAM e a Ruralminas, retirou mais de 10 mil caminhões de sedimentos e dos mais variados entulhos do açude, sendo que em 2002 a Mineradora KINROSS, financiou e construiu o Parque do Açude, contribuindo com mais de R$ 700 mil  na ocasião.

Este Parque que deveria ser uma área de lazer para a comunidade está totalmente abandonado e degradado.

Caso saibam a resposta, solicitamos ajuda dos senhores, perguntando:

A QUEM DEVEMOS RECORRER PARA TERMOS ESTA QUESTÃO RESOLVIDA?

Abraços – Tonhão

Presidente do MOVER

Mais fotos poderão do local através do site do Movimento Verde de Paracatu: http://movimentoverdedeparacatu.blogspot.com.br/2014/10/caros-amigos.html


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