Mudanças no FIES 2015 geram dificuldades aos estudantes



Muitos alunos que passaram no vestibular na esperança de contar com a ajuda pública para fazer faculdade começaram o ano apreensivos com o sistema do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)
fora do ar e sem data para aceitar novos cadastros. Nesta quinta, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que novos contratos poderão ser feitos a partir do dia 23 de fevereiro. Mas o atraso já causou estragos nas contas das universidades e no bolso de muitos calouros que tiveram que se virar para conseguir pagar a matrícula, sem a ajuda esperada do governo.

Hoje, dos 7,3 milhões de alunos matriculados no ensino superior, 1,9 milhão (26%) depende do Fies. O coordenador financeiro da Fumec, Franklin Gonçalves do Amaral Leite, disse que as matrículas começaram em novembro do ano passado, logo depois do vestibular. “Muitos alunos só fizeram essa matrícula apostando que conseguiriam o crédito do Fies, mas o MEC mudou as regras em dezembro e o cadastro ficou fora do ar. Alguns alunos pediram empréstimos, acreditando que em janeiro já conseguiriam a reposição do dinheiro, mas isso não aconteceu”, afirma.

O normal, explica Leite, seria o Fies repassar os valores da matrícula em janeiro para que a Fumec reembolsasse os alunos. “Mas isso não aconteceu e ainda gerou inadimplência em fevereiro, o que compromete o fluxo de caixa”, destaca o coordenador.

E se os novos alunos estão com dificuldade, os veteranos que já têm o Fies também estão com problemas. Com as mudanças, o MEC colocou uma trava e só está renovando contratos de alunos que tiveram mensalidades reajustadas em, no máximo, 4,5%. O diretor executivo da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, explica que nem mesmo a inflação ficou neste patamar. “Os reajustes ficaram em torno de 9% e 10%. E, neste mês, ainda teremos dissídio dos professores e, normalmente, o reajuste é entre 6% e 7%. Se a instituição reajusta só 4,5%, ela terá um déficit”, contesta Caldas.


No início da semana, a ABMES entregou um documento a representantes do MEC reivindicando que as mudanças fossem reconsideradas. “É um absurdo, pois o programa tem a meta de promover a inclusão, mas o governo está, na verdade, cerceando o acesso ao ensino superior, critica Caldas.
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