A pesquisa, do Instituto de Ciências Atmosféricas e
Climáticas da universidade ETH Zurique, sustenta que 75% das temperaturas
extremas registradas ao redor do planeta são consequências do aquecimento
global.
De acordo com a investigação, o fenômeno teria
relação com 18% das tempestades brutais que já atingem as regiões da Terra. O
percentual pode aumentar para 40% caso os termômetros subam 2ºC em relação aos
níveis pré-industriais.
"A mudança climática se refere não só às
mudanças no clima médio, mas também no tempo extremo. O estudo demonstrou que
existe contribuição humana na ocorrência de poucas ondas de calor proeminentes
e fortes precipitações", diz a investigação.
Erich Fischer e Desafio Knutti, responsáveis pela
pesquisa, recorreram ao uso de "dois parâmetros métricos" para
determinar o grau de incidência humana nas variações de chuvas e temperaturas.
A essas equações foram aplicados dados diários de 25 modelos climáticos, que
consideraram simulações históricas do período entre 1901-2005 e das projeções
para 2006-2100 (cenário de altas emissões).
Eles simularam um mundo sem emissões de gases de
efeito estufa e um planeta com os atuais níveis de gases. No primeiro caso, os
dias quentes aconteciam uma vez a cada três anos. No segundo, essa comparação
aumenta para quatro dias a cada três anos, sendo que três deles têm relação com
a ação humana.
A partir dessas informações, eles calcularam a
influência humana no aumento da temperatura. Na África e na América do Sul, 89%
e 88% dos dias quentes incomuns, respectivamente, são atribuídos aos homens. Na
Europa, o índice cai para 63%. Na América do Norte, o estudo sugere que 67% dos
dias quentes têm essa relação.
Ainda segundo o estudo, se as emissões continuarem
no ritmo atual, até o fim do século todos os continentes terão eventos extremos
com índice de “culpa” em 93%.


0 comentários:
Postar um comentário
Seu comentário pode estar sujeito à análise da equipe JDP. A opinião é para sempre livre. Seu AUTOR responde integralmente por ela e o JDP se isenta de responsabilidades por seu teor. Porém, pedimos comiseração e bom senso a todos os participantes. RESPEITO é um bom conselheiro.