Laudo técnico sobre poeira descarta contaminação da população por arsênio

Pesquisador Luíz Roberto se coloca à
disposição da Câmara para eventual
chamado a esclarecimentos adicionais
A Câmara de Vereadores de Paracatu recebeu na tarde desta última quinta-feira (29) o pesquisador Professor Luiz Roberto Guimarães Guilherme, do departamento de ciência do solo da Universidade Federal de Lavras em mais uma audiência pública. Desta vez o tema foi o teor das controversas matérias divulgadas pela mídia estadual que apontam Paracatu como sujeito de contaminação em massa pelo elemento arsênio, advindo do processo de extração de ouro em minas da empresa Kinross.


A Comissão Técnica Permanente de Administração, Serviços Públicos e Cidadania da Câmara Municipal recebeu recentemente um laudo do pesquisador, detalhando os resultados dos testes e estudos realizados, e posteriormente uma carta, via e-mail a todos os vereadores a qual relata a indignação e surpresa do professor por ter sido mencionado em tais matérias jornalísticas que afirmam exatamente o oposto dos resultados obtidos por seus estudos, dos quais ele é coordenador. O que o levou a voluntariamente disponibilizar-se para prestar, a qualquer tempo e hora, esclarecimentos à população.

Os Estudos 

Com o complexo nome de Bioacessibilidade do arsênio em áreas de mineração de ouro: avaliação de risco para a saúde de crianças, o trabalho descreve parâmetros específicos em um modelo de avaliação que compara a quantidade de arsênio passível de ser absorvido por crianças, no ato da ingestão involuntária de solo contaminado, proveniente de área de influência da mina operada pela empresa Kinross.
O resultado revela que "à exceção de uma amostra de rejeitos da barragem, em todos os demais casos, a quantidade de arsênio hipoteticamente ingerida, representava menos de 10% daquela considerada preocupante do ponto de vista de riscos à saúde", diz a carta de Luíz Roberto.
A nota ainda afirma que os procedimentos  seguem os padrões internacionais de análise, com uso de amostras certificadas e os mais rigorosos protocolos de controle e qualidade laboratorial.

A audiência

Vereadores questionam Prof. Luiz Roberto
Com um número  de populares abaixo do esperado, formando um púbico sobre tudo composto por enviados de veículos de mídia locais e do estado, representantes de associações, representantes de empresas e alguns frequentadores assíduos das atividades da Câmara, a audiência teve apenas seis inscrições para perguntas advindas da assistência. Algumas apenas repetiram o que já havia sido dito e outras reafirmaram antigos e recorrentes problemas sem solução de áreas de risco como o Santa Rita, Lagoa de Santo Antônio e adjacências.





Vereadores entram em embate sobre idoneidade
de laudos e pesquisadores
O que se pode presenciar foi um embate entre os vereadores e a mesa diretora, além de um franco tiroteio de perguntas desfocadas da pesquisa, nas quais os vereadores indagavam sobre os níveis de contaminação por outros veículos, incluindo no caso, a água. O pesquisador limitou-se a explanar repetidas vezes que seu único e exclusivo estudo tratou da poeira (solo e sedimentos) que apresentassem traços elevados de arsênio, considerado perigoso à saúde, em cenário hipotético.

Quando questionado sobre os índices de arsênio a que a população estaria exposta o pesquisador atesta que "No aspecto contaminação, o top da lista não é o arsênio. Nas prioridades, o saneamento básico de Paracatu é o seu pior problema.”

Secretária propõe seminário para esclarecimento popular
Ainda no momento de esclarecimentos e em razão das muitas perguntas feitas à mesa, a Secretária de Saúde Nádia Maria Roquete atalhou sugerindo que “Para que a população seja realmente esclarecida e para que não restem dúvidas, seria proveitoso que fosse promovido um seminário, onde o popular tivesse contato facilitado e em linguagem acessível, com todos os estudos realizados sobre o tema arsênio e contaminação. Nesta oportunidade, os especialistas apontariam as ações efetivas necessárias em cada área para que o problema fosse atacado de forma correta e contando com o apoio da população.






Fotos e texto: Equipe JDP



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