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| Pesquisador Luíz Roberto se coloca à disposição da Câmara para eventual chamado a esclarecimentos adicionais |
A Comissão Técnica Permanente de Administração, Serviços Públicos e
Cidadania da Câmara Municipal recebeu recentemente um laudo do pesquisador,
detalhando os resultados dos testes e estudos realizados, e posteriormente uma
carta, via e-mail a todos os vereadores a qual relata a indignação e surpresa
do professor por ter sido mencionado em tais matérias jornalísticas que afirmam
exatamente o oposto dos resultados obtidos por seus estudos, dos quais ele é
coordenador. O que o levou a voluntariamente disponibilizar-se para prestar, a
qualquer tempo e hora, esclarecimentos à população.
Os Estudos
Com o complexo nome de Bioacessibilidade do arsênio em áreas de
mineração de ouro: avaliação de risco para a saúde de crianças, o trabalho
descreve parâmetros específicos em um modelo de avaliação que compara a
quantidade de arsênio passível de ser absorvido por crianças, no ato da
ingestão involuntária de solo contaminado, proveniente de área de influência da
mina operada pela empresa Kinross.
O resultado revela que "à exceção de uma amostra de rejeitos da
barragem, em todos os demais casos, a quantidade de arsênio hipoteticamente
ingerida, representava menos de 10% daquela considerada preocupante do ponto de
vista de riscos à saúde", diz a carta de Luíz Roberto.
A nota ainda afirma que os procedimentos seguem os padrões
internacionais de análise, com uso de amostras certificadas e os mais rigorosos
protocolos de controle e qualidade laboratorial.
A audiência
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| Vereadores questionam Prof. Luiz Roberto |
Com um número de populares abaixo
do esperado, formando um púbico sobre tudo composto por enviados de veículos de
mídia locais e do estado, representantes de associações, representantes de
empresas e alguns frequentadores assíduos das atividades da Câmara, a audiência
teve apenas seis inscrições para perguntas advindas da assistência. Algumas
apenas repetiram o que já havia sido dito e outras reafirmaram antigos e
recorrentes problemas sem solução de áreas de risco como o Santa Rita, Lagoa de
Santo Antônio e adjacências.
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| Vereadores entram em embate sobre idoneidade de laudos e pesquisadores |
O que se pode presenciar foi um embate entre os vereadores e a mesa
diretora, além de um franco tiroteio de perguntas desfocadas da pesquisa, nas
quais os vereadores indagavam sobre os níveis de contaminação por outros
veículos, incluindo no caso, a água. O pesquisador limitou-se a explanar
repetidas vezes que seu único e exclusivo estudo tratou da poeira (solo e
sedimentos) que apresentassem traços elevados de arsênio, considerado perigoso
à saúde, em cenário hipotético.
Quando questionado sobre os índices de arsênio a que a população estaria
exposta o pesquisador atesta que "No aspecto contaminação, o top da lista não
é o arsênio. Nas prioridades, o saneamento básico de Paracatu é o seu pior
problema.”
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| Secretária propõe seminário para esclarecimento popular |
Ainda no momento de esclarecimentos e em razão das muitas perguntas
feitas à mesa, a Secretária de Saúde Nádia Maria Roquete atalhou sugerindo que “Para
que a população seja realmente esclarecida e para que não restem dúvidas, seria
proveitoso que fosse promovido um seminário, onde o popular tivesse contato
facilitado e em linguagem acessível, com todos os estudos realizados sobre o
tema arsênio e contaminação. Nesta oportunidade, os especialistas apontariam as
ações efetivas necessárias em cada área para que o problema fosse atacado de
forma correta e contando com o apoio da população.”
Fotos e texto: Equipe JDP





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