A expectativa
do Instituto
Mineiro de Agropecuária (IMA) é de que todo o rebanho de bovinos e bubalinos, seja imunizado em todo o
estado, até o dia 31 de maio
no municipio. A vacinação é a única
forma de proteger os animais contra a doença e deve ser feita duas vezes ao
ano, em maio e em novembro. Nesta primeira etapa, os animais de todas as idades
devem ser imunizados.
Minas Gerais é reconhecido pela Organização Mundial de
Saúde Animal (OIE) como área livre
de febre aftosa com vacinação e Paracatu não foge a esta regra. A manutenção desse status é fundamental para os
produtores e toda a cadeia produtiva
da carne, leite e derivados. Caso ocorra o
aparecimento de focos da doença no país é disparado um alerta internacional,
que faz com que os países importadores acionem as barreiras sanitárias e
suspendam a compra de todos produtos de origem animal (animais vivos e produtos
processados).
Para se ter uma ideia do impacto econômico que um
rebanho doente pode trazer ao estado, dados do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Seapa) mostram que
o conjunto de produtos cárneos (bovino, frango, suíno e peru) somou US$ 974,6
milhões no ano passado, representando 12% do total de exportações do
agronegócio mineiro. No caso de um embargo internacional, os demais produtos da
pecuária também ficam prejudicados e não somente a bovinocultura.
O prejuízo para os pecuaristas não se restringe apenas
ao bloqueio das exportações e queda imediata de seu faturamento. No caso da
doença atingir o rebanho é necessário o sacrifício, tanto dos animais
infectados como daqueles que tiveram contato com os animais doentes.
O diretor-geral do IMA, Márcio Botelho, reforça a
importância de se manter o rebanho vacinado para a geração de divisas – por
meio das exportações de produtos cárneos - para a economia mineira e
brasileira. “É importante ressaltar também que ao longo dos anos os produtores
têm garantido a vacinação dos animais e, com isso, dão uma importante
contribuição para o agronegócio de Minas e do Brasil”, diz.
Para adquirir a vacina basta o produtor se dirigir ao
estabelecimento autorizado para a venda do produto na cidade, munido de carteira de identidade e CPF. Após
a compra, a conservação correta é fundamental para garantir a eficácia na imunização do rebanho. A vacina deve ser mantida em caixa de isopor com gelo,
numa temperatura entre três e oito graus centígrados. Durante a aplicação,
cuidar para que todo material esteja protegido na sombra.
Para comprovar a imunização do rebanho é necessário
preencher o Formulário de Declaração de Vacinação, também conhecido como Carta
Aviso de Vacinação. O pecuarista acessa o site www.ima.mg.gov.br, faz o lançamento das informações (número de bovinos
e bubalinos existentes em sua propriedade e os animais imunizados por idade e
sexo), imprime e leva junto com a nota fiscal das vacinas ao escritório do IMA de Paracatu que está localizado na
Rua Rio Grande do Sul número 1204.
Nesta etapa, o preenchimento do Formulário de
Declaração de Vacinação é regulamentado por uma resolução conjunta das
secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Fazenda, que dispõe sobre a atualização cadastral do rebanho
bovino. As informações do rebanho devem ser fornecidas ao IMA, no período de 1º
a 31 de maio, durante a primeira etapa da campanha de vacinação. Se
realizada dentro do prazo, a atualização cadastral não acarretará ônus fiscal
ao produtor.
É imprescindível também que o produtor atualize, nesse
mesmo formulário, informações pessoais e da propriedade, como endereço para
correspondência e telefones de contato. O Formulário de Declaração de
Vacinação não é exigido para a compra da vacina, apenas no momento da
comprovação.
O IMA alerta para a importância e obrigatoriedade da
vacinação. O produtor que deixar de imunizar seu plantel, poderá ser
penalizado com multa de R$ 68,07 por animal não vacinado.
Maiores informações podem ser
obtidas junto ao IMA PARACATU através do fone 3672-1857.





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