Especialistas debatem na Comissão Européia (CE) e implementam estudos e relatórios para balizar a decisão de tornar legal ou não a maconha e seu substrato, o canabidiol no chamado bloco europeu. É o que apontam representantes do organismo em debates na Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu.
A divergência surge quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) pauta seu trabalho de décadas no tema e alguns relatórios acenam positiva e outros negativamente. Talvez seja este o ponto onde as pesquisas devam se aprofundar definitivamente.
Uma das vertentes estabelece que os diversos entraves à pesquisa seriam abrandados e a pesquisa poderia crescer de modo exponencial, facilitando o acesso e a consequente melhoria de vida dos pacientes. As pesquisas devem determinar o valor terapêutico do vegetal.
Em alguns países como a Itália, Polônia, Croácia, Bélgica, Áustria e Alemanha o uso medicinal da cannabis é regularizado e monitorado em território pertencente à União Europeia.
CASOS TRATADOS NO BRASIL
Uma família de Ourinhos (SP) conseguiu importar, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o remédio extraído da maconha, conhecido como canabidiol, que está ajudando no tratamento de pacientes com epilepsia. O canabidiol não pode ser comercializado no Brasil, mas a importação não está proibida e foi desta forma que a família de Miguel Costa, que sofre de epilepsia, conseguiu o medicamento.
O alívio para as crises do filho de 11 anos de Fabiana Paulino Costa e Roberta Costa veio com o medicamento feito à base de maconha. Segundo os pais de Miguel, que sofre de epilepsia de difícil controle desde os 5 anos, ele tinha quase 50 crises por dia, o que comprometeu a fala e o desenvolvimento motor do menino. O tratamento alternativo devolveu a rotina da família.
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