A Praça
Firmina Santana, que já tinha virado um ponto de encontro de crianças, jovens e
idosos de Paracatu, está entregue a andarilhos e menores infratores, além de
muita imundície.
Já é comum a
Polícia Militar comparecer à praça para registrar ocorrências de furtos e
assaltos. Além disso, não é raro brigas entre os mendigos bêbados que se
alojaram por ali.
Na semana passada
um jovem perdeu um notebook e outro ficou sem a bicicleta, além de inúmeros
casos de celulares furtados e assaltos.
Mas, a Polícia
não pode coibir os andarilhos e menores de se movimentarem e utilizarem
ambientes públicos e pedir dinheiro não é crime, pois estes também são cidadãos
comuns e é proibido, pela Constituição Federal, interferir no direito de ir e
vir.
A Polícia age quando há dano ao patrimônio, assaltos, roubos,
estelionatos, dentre outros atos criminosos na Firmina Santana.
A professora Renata Furtado,
de 33 anos, acha que a solução não é somente tirar os mendigos, bêbados e
menores da praça “ Estamos com pensamentos e futuras atitudes de políticos,
tirando poeira dos móveis com espanador. Queremos que eles saiam de onde vemos
que é o Centro, mas o problema ainda vai continuar existindo longe dos nossos
olhos. Como dizem os antigos: o que os olhos não vêem o coração não sente. Colocar
o problema debaixo do tapete não é resolver o problema. A vida e situação
daquelas pessoas são muito mais complexas do que imaginamos."
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| Secretário de Segurança, Renato Zenóbio |
O Secretário de Segurança,
Renato Zenóbio, afirma que diante dos parâmetros legais muito pouco pode ser
feito, e que a administração, oferece, através da Secretaria de Ação Social,
opção de alojamento aos andarilhos: “Como todo cidadão tem o direito de ir e
vir, ficamos de mãos amarradas. A Assistência Social também faz abordagens aos
andarilhos e oferta a casa de passagem pra eles, o que eles não querem”,
explicou o secretário.
Renato Zenóbio disse também
que a população vem contribuindo para a permanência dos indigentes no local “A melhor
alternativa, ao meu ver, são as campanhas para não doarem nada para eles,
principalmente os comerciantes vem fazendo isso. Já ouvi estórias de
comerciantes doando cachaça para terem sossego”, completou ele.
O Problema não está só na
segurança. A praça Firmina Santana está cheia de lixo, odor de urina e o mato
não para de crescer.
“Nos reuníamos ali para cantar,
namorar e conversar. Hoje não se vê mais pais passeando com crianças, nem
velhinhos jogando dominó. Queremos nossa praça de volta”, resume Ícaro Cardoso,
de 25 anos, que teve sua bicicleta furtada na Firmina Santana há pouco mais de
10 dias.



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