O atual surto de febre
amarela em Minas Gerais já é mais letal que o da temporada 2016/2017 da doença,
até então considerado o pior já registrado pelo Ministério da Saúde. Dados
divulgados ontem pela Secretaria de Estado de Saúde mostram que já são 61 mortes
em decorrência da virose em seu tipo silvestre e 164 casos confirmados –
praticamente 50% deles na Região Metropolitana de BH. A taxa de letalidade
também é maior que a do mesmo período da temporada passada, quando, em 6 de
fevereiro, o estado divulgou que 59 pessoas haviam perdido a vida. Na época,
eram 167 diagnósticos confirmados. A preocupação maior na atual temporada é com
o Sul e o Nordeste do estado, onde há municípios com baixa taxa de vacinação.
Uma nova metodologia de
diagnóstico da febre amarela ajudou a detectar a doença mais precocemente.
Antes, a definição era feita a partir de sintomas como febre, pele amarelada e
sangramento. Ou seja, identificava-se o paciente de forma tardia. Hoje, um
paciente sem registro e histórico vacinal que apresenta febre, dor de cabeça,
vômito ou sangramento já é tratado como suspeito. Essa alteração apoiou a
redução da letalidade.
Porém, o número de 61 óbitos
registrados subiu em 69,4% em relação ao boletim anterior, divulgado há uma
semana. A maioria das vítimas da febre amarela em Minas Gerais, segundo a
Secretaria Estadual de Saúde, são do sexo masculino (92,1% do total de casos).
A média de idade das pessoas confirmadas com a doença é de 47 anos. Foram
registradas mortes de moradores entre 3 e 88 anos.
Em Paracatu
Ontem uma notícia de que foi
registrado o primeiro caso de febre amarela em Paracatu viralizou nos grupos do Whatsapp, mas a assessoria de comunicação da Prefeitura desmentiu a
notícia. Em Paracatu ainda não foi registrado nenhum caso da doença. Os postos
de saúde estão vacinando somente as pessoas que vão viajar para áreas de risco.


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