Na semana em que o Brasil
sedia o Fórum Mundial da Água, a Fundação SOS Mata Atlântica apresenta um
panorama sobre a qualidade da água de 230 rios, córregos e lagos do bioma.
Apenas 4,1% dos 294 pontos de coleta avaliados possuem qualidade de água boa,
enquanto 75,5% estão em situação regular e 20,4% com qualidade ruim ou péssima.
Isso significa que em 96% dos pontos monitorados a qualidade da água não é boa
e está longe do que a sociedade quer para os rios. Nenhum dos pontos analisados
foi avaliado como ótimo.
O levantamento foi realizado
em 102 municípios dos 17 estados da Mata Atlântica, além do Distrito Federal,
entre março de 2017 e fevereiro de 2018. Os dados foram obtidos por meio de
coletas e análises mensais de água realizadas por 3,5 mil voluntários do programa
"Observando os Rios", com supervisão técnica da Fundação SOS Mata
Atlântica.
O estudo comparou os
resultados do monitoramento de 188 pontos fixos de coletas distribuídos por 11
estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná,
Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo -, além do Distrito
Federal. Foram consideradas as médias dos indicadores mensais do ciclo 2017
(março de 2016 a fevereiro de 2017) e do ciclo 2018 (março de 2017 a fevereiro
de 2018).
O destaque para os dados
positivos na evolução dos indicadores comparativos é a estabilidade dos níveis
de qualidade de água boa em 5 pontos de monitoramento. Todos localizados em
áreas protegidas da Mata Atlântica. Já em 16 pontos de coleta sem proteção de
mata nativa os dados demonstraram impacto significativo, com perda de qualidade
da água.

