Todo mundo já recebeu pelo menos uma vez na vida uma nota rabiscada com piada, uma mensagem religiosa, desenhos. Mas tem uma modalidade de rabisco, que é o de frases políticas, e uma delas está dando polêmica. É que estão carimbando o dinheiro com a mensagem “Lula livre”.
Tem até mensagem circulando nas redes sociais afirmando que a rede bancária está proibida de receber essas notas e que o portador da cédula pode ter até problemas com a polícia.
O Banco Central desmentiu essa informação. A proibição é falsa. A mensagem “Lula livre” é tratada como um rabisco qualquer. E, na verdade, os bancos são obrigados a receberem as notas, que são enviadas ao BC para destruição.
Os comerciantes têm o direito de receber ou não as notas, já que elas não perdem o valor. Mas o Banco Central diz “incentivar” que as cédulas sejam preservadas, porque a fabricação de novas notas gera custos para o país.
Uma das comerciantes que recusou a nota é Lúcia Helena Vinate, vendedora de lanches. Ela costuma receber notas rabiscadas e leva ao banco, mas ficou com medo depois que leu a falsa mensagem no Whatsapp.
Mesmo depois de saber que não existe crime em receber a nota com a mensagem, ela não concorda com a forma de protesto.
Já a caixa de uma loja de um supermercado do centro, Joice Mesquita, diz que para ela não existe diferença com base na mensagem. Todas as notas rabiscadas são recebidas e o gerente aceita normalmente.
Os clientes que passavam na região se dividiram quanto à mensagens de Lula Livre nas cédulas de dinheiro.
No ano passado, o Banco Central gastou R$ 295 milhões com a reposição de cerca de mil milhões de cédulas sem condições de circular, mas esse total inclui notas rasgadas e sujas, além das rabiscadas.



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