O
Cerrado chegou a cobrir dois milhões de quilômetros quadrados, abrangendo 20%
do território nacional. Hoje, metade está de pé. Ofuscado pela fama internacional
da Amazônia, o Cerrado ficou esquecido – e está ameaçado.
O
seu ritmo de desmatamento é mais rápido que o do vizinho – foram 9,4 mil
quilômetros quadrados perdidos de Cerrado em 2015, contra 6,2 mil de floresta
amazônica, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Serviu especialmente para dar
lugar a pastos e plantações.
O Cerrado está na última fronteira do agronegócio
brasileiro, nos estados do Norte e Nordeste, enquanto sua proteção continua
fraca – apenas 7,5% do bioma está em áreas protegidas.
Dados
não oficiais dão conta de que o impacto da queimada do Cerrado para alimentar
os fornos das siderúrgicas já atinge níveis alarmantes. Além da atividade
predatória do carvão, os estados de Goiás e Tocantins e o norte do Mato Grosso
vêm tendo sua vegetação nativa devastada para o plantio, principalmente, da
soja. Já a expansão da fronteira agrícola para as regiões norte e nordeste do
bioma tem crescimento previsto em 14 %, de acordo com estudos recentes.
Estima-se
que o bioma é um dos mais degradados do País, com cerca de 50% de seus 2
milhões de hectares espalhados por 10 estados da federação já desmatados. Já a
caatinga que ocorre em regiões semiáridas, ocupa 11% do território nacional –
quase 845 mil km2 – e já teve cerca de 80% da área alterada por ação humana.
Projeto
Colabora sobre o Cerrado e Caatinga, coordenado pelo ambientalista Pedro Piauí,
criou um abaixo assinado no Change.org para transformar ambos os biomas e
perfis vegetais em patrimônios nacionais. Até o momento o documento tem 183 mil
assinaturas.
Para
assinar digitalmente a campanha, basta entrar no site change.org e pesquisar
pelo PROJETO COLABORA.


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