GREVE DOS PETROLEIROS PROMETE PIORAR ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL A PARTIR DESTA TERÇA-FEIRA



O abastecimento de combustível poderá piorar nos próximos dias. Ao menos é o que promete representantes dos petroleiros. Está marcada para ser deflagrada a partir das 23h30 desta terça-feira uma greve nacional da categoria. O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro MG), Anselmo Braga, disse que a paralisação está definida, a princípio, para durar  72 horas. 

De acordo com o sindicalista, se a pauta de reivindicação não for atendida neste prazo de três dias, a paralisação será mantida por tempo indeterminado. Na pauta,  ao contrário de movimentos anteriores, nenhuma reivindicação de cunho salarial ou de melhores condições de trabalho. Os petroleiros vão parar com o único objetivo de pressionar a Petrobras a rever a sua política de indexação dos preços dos combustíveis. Hoje, atrelada à gangorra do mercado internacional. "Os preços exorbitantes nas bombas refletem essa política. Além disso, temos produção suficiente para, em vez de importamos petróleo refinado, o país poderia estar exportando", destacou o sindicalista.

De acordo com ele, a política de preços aliada à importação do combustível refletiu nos reajustes constantes dos preços dos combustíveis, que, por sua vez, levou à greve dos caminhoneiros.

A AGU (Advocacia-Geral da União) e a Petrobras (PETR4) entraram na tarde desta terça-feira (29) com uma ação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) por uma liminar para impedir a greve de petroleiros marcada para a próxima quarta-feira (30).
Sob a alegação de ilegal e abusiva, AGU e Petrobras pedem para que o Tribunal determine que todos os trabalhadores da estatal mantenham suas atividades e que seja estipulada uma multa de R$ 10 milhões/dia aos sindicatos responsáveis caso ocorra a paralisação. Na justificativa, citam o agravamento da crise de abastecimento caso ocorra a greve, como apontam reivindicações que não são de cunho trabalhista. Os trabalhadores pedem, por exemplo, a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

“Não podemos permitir que a sociedade brasileira seja ainda mais penalizada e sofra com a ausência de serviços essenciais por causa de uma greve que não respeita as exigências legais (...) o direito de greve de uma categoria não pode se sobrepor aos direitos fundamentais de toda a coletividade”, escreveu a advogada-geral da União, Grace Mendonça, no pedido protocolado ao TST.
Pelos cálculos da Petrobras e a AGU, a greve dos petroleiros custaria R$ 349 milhões/dia para os cofres da estatal, sendo R$ 300 milhões relativos ao faturamento que deixaria de ser realizado com a suspensão da produção e R$ 9 milhões com o acionamento de equipes de contingência.
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