PARALISAÇÃO DE CAMINHONEIROS CONTRA A ALTA DE COMBUSTÍVEIS JÁ AMEAÇA ABASTECIMENTO DE PARACATU

Caminhoneiros protestam contra elevação no preço do diesel na rodovia BR-040


O JDP esteve ontem na barreira montada por caminhoneiros de Paracatu e de diversas outras partes do país, em frente à entrada do Parque de Exposição, na BR040  onde se concentrou a maioria dos transportadores, inconformados com a atual situação a que estão submetidos, tendo de arcar com os aumentos praticamente diários, dos combustíveis.

O motorista de Paracatu Gilvan Viana fala de seu apoio ao protesto e a perspectiva do movimento:


Apesar do clima pacífico e amistoso entre os motoristas e proprietários dos caminhões o cenário não deixava dúvidas de que o movimento é para valer e não tem previsão de encerramento. Dezenas de caminhões formavam filas nos dois lados da rodovia. Algumas barricadas feitas com pneus faziam um funil e permitiam a passagem somente de veículos selecionados.

Outro participante da manifestação fala sobre a dinâmica do movimento




Eles protestam não só contra o preço do diesel, também contra os impostos que incidem sobre os combustíveis e que afeta toda uma cadeia de manutenção dos veículos. Os frequentes reajustes fazem parte da política de preços da Petrobrás e vem conturbando o cenário de  movimentação de cargas por todo o país.

A PM e a PRF estavam presentes e acompanhando as ações. O Tenente Coronel – Salustiano Michalick (foto) falou sobre a atuação da Polícia Militar na observação e monitoramento do movimento.





O Comércio de Paracatu ainda não teve tempo de sentir alguma consequência destas paralisações, porém o varejo hortifrutigranjeiro já demonstra certa preocupação com os estoques. Por serem produtos extremamente perecíveis, a rede de distribuidores não mantém uma grande quantidade de alimentos de previsão.

Geraldo Pinheiro – proprietário de rede de sacolão na cidade - afirma que:“não temos estoque e não houve tempo para o plano B, uma vez que todos fomos pegos desprevenidos. Temos 7 caminhões parados nas barreiras, carregados  com verduras e frutas, desde segunda-feira. Não existe rota alternativa para que possamos chegar até Paracatu e não vamos nos aventurar em estradas de chão. O prejuízo pode ser maior. O consumidor paracatuense poderá ter de pagar mais caro pelos produtos. 95% do que consumimos aqui vem de BH, Uberlândia, Patos de Minas, Brasília e Formosa – Todas estas rotas estão bloqueadas. Não somos contra o movimento, de maneira alguma, pois também estamos envolvidos como cidadãos, mas todos vamos sentir os efeitos do desabastecimento.” Pontuou o comerciante.
O protesto seguiu pela manhã de hoje e de acordo com transeuntes e motoristas que passam pela região, o número de motoristas parados está aumentando gradativamente.

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