Hoje, pela manhã, o Prefeito Olavo Condé falou à imprensa com o intuito de comunicar a decisão da prefeitura de dar à COPASA o prazo de 30 dias para que apresente, em definitivo, os novos planos e providências que efetivamente venham a atender à população no abastecimento de água normal e as medidas consideradas emergenciais e de segurança, se necessário, para o período de estiagem que se aproxima.
O prazo vence em 04 de julho, pois a denúncia do descumprimento do contrato foi feita em 05 de junho junto ao IGAM, Ministério Público e demais órgãos.
O prefeito Olavo afirma que foram feitas diversas reuniões com a empresa de águas e saneamento para monitorar a questão do abastecimento e distribuição de água por todas as regiões do município, em especial a urbana, e a empresa ratificou os compromissos afirmados no contrato. Porém não se viu, de fato, o pacote de melhorias prometidas.
Apenas, segundo a visão do prefeito, o que se pode notar foi uma movimentação no sentido de organizar a distribuição entre os bairros altos e os baixos e nada mais. Ressaltando que desde 2009 a empresa, que tem um cronograma de execuções de ações de manutenção e preventivas, já deveria ter começado obras e ajustes para que a crise não fosse sentida com tanta violência.
Olavo conta que em 2016 a Copasa deu sua garantia de que não haveria desabastecimento, mas não foi o que sucedeu. O município se organizou então, para acudir a população quando a situação sofreu agravamento. Cedeu caminhões pipa, arcou com as despesas emergenciais e atuou onde seriam até mesmo, as atribuições da empresa, mas vai buscar o ressarcimento destas despesas.
A demora na ação da Copasa é incompreensível na visão do Secretário de Meio Ambiente, Igor Pimentel.
PREJUÍZOS
Os transtornos que a população sofreu foram considerados pela equipe de governo como um desrespeito e o paracatuense amargou a seca durante 30 dias, em alguns setores, mesmo pagando a conta mensal que chega a cada um.
Setores como o de Hemodiálise do Hospital Municipal foi tremendamente prejudicado, tendo os pacientes que ser levados a Unaí para o procedimento, visto que não havia condições de ser feito o processo na cidade neste período.
RESPONSABILIDADES
O relógio da Copasa está em contagem regressiva. O Secretário de Assuntos Jurídicos, Rosângelo Pereira da Silva afirma que se em 30 dias estas providências e cronogramas não forem cumpridos, será instaurado um processo administrativo com fins de denunciação do contrato e logo após seria instaurado um processo judicial.
O Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico - Erasmo Neiva chama a atenção para a continuidade da responsabilidade da Copasa no compromisso assumido e diz que em caso de rompimento deste contrato, ela permanecerá responsável pelos serviços até que uma outra empresa entre no circuito e comece a operar. O município não ficará a descoberto.
**Só restou a alternativa de ser feita uma notificação extrajudicial para que as providências comecem a ser tomadas realmente.
**Este prazo é crítico para a Copasa e para a sociedade paracatuense
**O prefeito fala sobre o pedido de suspensão das outorgas de irrigação em alguns trechos do rio Santa Izabel
**A decisão de entregar o caso ao MP já foi tomada, caso a Copasa não dê início às ações
***MATÉRIA REALIZADA EM COLABORAÇÃO COM A EQUIPE DO FM REPÓRTER A QUEM AGRADECEMOS E DAMOS OS CRÉDITOS.


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