O transporte de
cargas no Brasil emitiu em 2016 quatro vezes mais gases de efeito estufa do que
a Noruega emite anualmente. Apenas os caminhões lançaram no ar 84,5 milhões de
toneladas de CO2, mais do que todas as termelétricas fósseis em operação no
país.
São as emissões
causadas pela queima de combustíveis fósseis, em especial petróleo e derivados
– que respondem por 70% do total emitido. Diferentemente de outros países, nos
quais o carvão para geração de eletricidade é a fonte mais importante de
poluição climática, no Brasil o principal usuário de combustíveis fósseis é o
transporte, em especial o rodoviário.
Dos seis países com
maior extensão territorial do mundo, o Brasil é o que mais usa caminhões (65%
da carga transportada, contra 53% na Austrália, o segundo colocado, e apenas 8%
na Rússia).
É possível reduzir as
emissões no setor através da transferência de parte do transporte regional de
cargas para modos menos intensivos em carbono, como o ferroviário e o
aquaviário. Aumentar a eficiência energética dos caminhões ou encontrar fontes
de energia alternativas que possam movê-los são outras estratégias. Mas todas
têm limitações.
A greve dos
caminhoneiros escancarou a enorme dependência que o Brasil tem do óleo diesel.
É preciso pensar em soluções que reduzam essa dependência, mas sem aumentar os
custos do transporte de cargas.
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