Por
trás de uma amostra de sangue pode estar a chave para a eficácia no
tratamento do câncer. É que, por meio desse material, cientistas identificam se
um tumor é hereditário e, a partir daí, elegem terapias e avaliam riscos de se
desenvolver o câncer no paciente e em seus familiares.
“Contamos
com uma tecnologia que mapeia as regiões específicas do DNA que são
informativas para cada tipo de alteração apresentada nos tumores, sinalizando
mutações em genes relacionados com o câncer de maneira ágil”, diz a
pesquisadora Dirce Carraro, do A.C.Camargo Cancer Center, instituição pioneira
desses testes no Brasil.
Tais
alterações presentes no tumor dão pistas para escolher as melhores medicações.
Isso porque mutações gênicas podem estar em todas as células do indivíduo e
representam erros que foram herdados de outras gerações, aumentando o risco de
desenvolver câncer. “Esses conhecimentos contribuem para o rastreamento e
detecção precoce do câncer”, diz a oncologista Maria Nirvana Formiga.
Quando há comprovação de câncer
hereditário, os parentes têm que fazer o teste. Caso apresentem a alteração,
iniciam o rastreamento. Tal procedimento salva a vida do paciente e dos
familiares.


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