AUMENTA O NÚMERO DE VENDEDORES AMBULANTES NO CENTRO DE PARACATU



Se crise econômica é sinônimo de oportunidade, um grupo de vendedores ambulantes que trabalha no Centro parece estar se multiplicando. Nos últimos meses, basta andar pelas principais ruas para comprar de tudo. Numa rápida caminhada é possível e cobertores, chips para celular e até panos de prato.

Alguns estão ali por causa da crise. Outros, por ver na rua uma oportunidade única em tempos de menos emprego formal. Se no fim do mês não há dinheiro para comprar todos os remédios ou os alimentos de casa, é na rua que Anivaldo Cristóvão, de 37 anos, vai buscar o que falta. Ele é um dos vendedores ambulantes que se instalou recentemente na cidade. Com seu carrinho cheio de cobertores e tapetes, diz que Paracatu é uma boa praça.
Tenho família grande na Paraíba. Nas cidades por onde passei existe mais pobreza do que na minha mesmo. Ai resolvi vir pro Sudeste. Tenho que garantir aqui o que falta pros meus. Não está muito fácil, mas dá para viver — diz o vendedor.

Trabalhadores de todas as idades estão instalados a começar pela Praça Firmina Santana, vendendo  do artesanato hippie ao artesão que faz pequenas panelinhas a partir de latinhas de refrigerante.

A fiscalização do trabalho ambulante no Centro é tarefa da Secretaria de Meio Ambiente, que fica com uma  série de responsabilidades em relação ao Código de Posturas do município, mas não é fácil coibir a venda ilegal.

Segundo a dados locais , há 30 pessoas licenciadas para o trabalho como ambulante no Centro. Quem desrespeitar é notificado e pode pagar uma multa que varia três a cinco unidades-padrão do município (UPMs). Se o ambulante tem licença, mas está vendendo algo que não esteja de acordo com o documento, ele perde a mercadoria e tem sua autorização para trabalhar cassada. Se um vendedor comercializa sem qualquer autorização, o que é mais comum, também perde a mercadoria. As multas são baseadas no tipo de material vendido e na quantidade que está na posse do vendedor e varia nos níveis de  infração leve, grave ou gravíssima, quando então é gerado o valor a ser pago.

Desde o começo do ano, já foram registradas várias denúncias na Secretaria  de Meio Ambiente por parte de comerciantes. A maioria dos casos diz respeito à venda de produtos que já são oferecidos no comércio, como roupas e calçados. Porém o Secretário Igor Pimentel destaca que 
“Por vezes o trabalho da secretaria é chamado de insensível. A população faz a defesa dos trabalhadores irregulares. A retirada destes é necessária, visto que eles não estão de acordo com as normas vigentes. Sabemos quem são estes vendedores, de onde vem e como são distribuídos na cidade, mas se retiramos hoje, amanhã eles retornam com mais mercadoria. Estamos atentos e atuantes. Não queremos tirar a oportunidade de trabalho das pessoas, mas não permitiremos ilegalidade.”

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