COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO APROVA REGRAS PARA BANIMENTO DO MERCÚRIO NO PAÍS



A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou nesta última semana projeto de lei que prevê a eliminação gradual do uso de mercúrio e seus compostos no País. Entre outros pontos, o texto determina que os estoques nacionais de mercúrio metálico e seus compostos deverão ser eliminados de maneira ecologicamente correta até 2020.
O texto é de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP) e foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Vander Loubet (PT-MS).
Loubet manteve a redação original - que trata da redução do uso do metal no processo industrial -, mas incluiu novos dispositivos para adequar o cronograma de eliminação do metal nos termos da Convenção de Minamata sobre Mercúrio.
Em vigor desde o ano passado, a convenção é um tratado internacional que prevê medidas para combater o uso do metal pesado, e foi assinado por diversos países, incluindo o Brasil. Entre as medidas constante do tratado estão o banimento, até 2020, de produtos com mercúrio adicionado, como lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, e o controle do comércio do metal para garimpos.
A convenção tem origem nas discussões que ocorreram no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Minamata é uma cidade japonesa onde, na década de 1950, houve o maior desastre ambiental mundial provocado pelo uso do metal.
O mercúrio é um metal com várias aplicações industriais, como termômetros, barômetros, lâmpadas, medicamentos, espelhos, detonadores e corantes. Entre os problemas de saúde associados a ele estão atrofiamento e degeneração do sistema nervoso, degeneração das células do cérebro e falta de sensibilidade dos membros.
Quando livre no ambiente uma grande parte do mercúrio é absorvida direta ou indiretamente por plantas e animais aquáticos. “Esse processo provoca a concentração de mercúrio em quantidades cada vez maiores nos animais imediatamente acima na cadeia produtiva, até atingir o topo da cadeia alimentar”, disse Loubet. “Assim os seres humanos acabam recebendo a maior carga química tóxica no final desse processo”.

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