AUTOMUTILAÇÃO – INFORMAÇÃO AFASTA JOVENS PARACATUENSES DESTE PERIGO




Há dias mães e pais comentam sobre um perigo que anda rondando as famílias e que está pondo em risco a segurança de jovens e adolescentes – a automutilação. Familiares rendidos e sem saber como proceder tentam conversar entre si para trocar experiências, nem que seja por rede social.

Realmente é um beco sem saída e basta uma lâmina de aço de um apontador ou de um aparelho de barbear, tesouras ou mesmo as próprias unhas servem para traçar uma linha horizontal no antebraço, no abdômen ou nas coxas e tentar aliviar uma dor. Neste ponto, infelizmente os pais nem percebem. Talvez, por vezes achem estranho as crianças estarem de mangas compridas e calças em dias de extremo calor, mas sequer desconfiam que ali por baixo reside um sofrimento. Este comportamento sorrateiro e destrutivo tem invadido os lares e deixado os familiares atônitos

O comportamento ao mesmo tempo em que é uma válvula de escape, é um grito de socorro para preencher um vazio e também a tradução de um mal-estar psíquico mal administrado. No Brasil, os estudos sobre automutilação ainda são escassos. A saúde pública brasileira ainda não se deu conta da importância de analisar esse fenômeno, já considerado um problema de saúde pública em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Austrália.

No intuito de registrar e tentar auxiliar ao indivíduo e pessoas ao redor, o sistema de saúde em Paracatu acolhe e trata estes pacientes por meio do CAPS – Centro de Atenção Psicossocial.


Conversamos com Elisângela Corrêa de Souza - Enfermeira e coordenadora do Caps  para entender mais sobre o assunto.




Outro equipamento municipal que pode auxiliar quem busca tratamento e atenção para seus problemas é o CREAS -  O Centro de Referência Especializado de Assistência Social. Ele é uma unidade pública da política de Assistência Social onde são atendidas famílias e pessoas que estão em situação de risco social ou tiveram seus direitos violados.

O serviço atende famílias e indivíduos em situação de violência física, psicológica e negligência; violência sexual; afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida de proteção; situação de rua; abandono; trabalho infantil; discriminação por orientação sexual e/ou raça/etnia; cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade por adolescentes, dentre outros atendimentos.

Os órgãos trabalham em conjunto e na direção de elaborar mais estudos de epidemiologia para saber a dimensão do problema, suas características no Brasil  e mais a fundo em localidades como Paracatu onde o índice de  tentativas e de suicídios  são alarmantes e nada naturais, e assim desenvolver planos de prevenção e de tratamento que possam alcançar toda a população, não só aqueles que podem pagar por um serviço particular.

 Não se encolha, não se omita, procure socorro, procure orientação, basta se dirigir a Secretaria de Assistência Social na rua Temístocles Rocha, 125, no centro. O CAPS fica na Rua Doutor Jordão, 188 no bairro Santana e o telefone é o 36714520.

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