O EMPURRA-EMPURRA DE RESPONSABILIDADES SOBRE O PAGAMENTO DOS MONITORES DE TRANSPORTE ESCOLAR CONTINUA

Imagem ilustrativa



Novamente o drama dos monitores escolares contratados pela Sudeste Brasil Cooperativa de Transporte vem a público.

O problema não é novo e vem sendo tratado a paliativos. Ainda em agosto os funcionários reivindicaram uma atenção sobre os atrasos. Os pagamentos foram saldados posteriormente às reclamações, mas na época o que obtiveram foi só incerteza.

Os monitores alegam que fazem um trabalho essencial para o bom funcionamento do transporte escolar no município, se dedicam, acordam ainda de madrugada para fazer o circuito juntamente com os motoristas, fazendo um percurso no escuro e correndo todo o tipo de riscos, e mesmo assim não recebem o tratamento e a consideração que merecem.

Nossa redação foi procurada com o pedido de investigação dos motivos pelos quais há dois meses eles estariam sem receber os pagamentos e sempre que procuram a cooperativa ou a prefeitura municipal não obtém respostas, tão pouco perspectivas ou um agendamento.

A grande divergência vem do fato de a Cooperativa alegar que a folha de pagamentos é de responsabilidade da prefeitura e que viria fazendo pagamentos confiantes no ressarcimento após o repasse e para que a parceria pudesse continuar. No episódio passado a Cooperativa pagou metade do valor aos trabalhadores e ficou no aguardo do complemento da prefeitura.

A situação tende a ficar insustentável, pois coloca em risco a rotina de dezenas de estudantes que dependem do auxílio do monitor escolar dentro dos transportes, num percurso longo e demorado até as suas unidades educacionais, ida e volta.

Pelo lado da Secretaria de Educação até momento não houve pronunciamento específico sobre o tema e nem posicionamento oficial. A Cooperativa sudeste nos forneceu o contato do responsável pelas questões em Paracatu.

Os monitores que nos contataram aguardam, em grupo uma decisão e um compromisso. 
O ano está quase no fim e não há desculpas administrativas que compensem o prejuízo de um ano escolar das crianças. Eles são a ponta mais frágil, nós também sofremos sem o valor pelo nosso trabalho no fim do mês. Ninguém entende que o erro não é nosso.Somos cooperados, dependemos do valor que entra na cooperativa para nosso sustento.”, declara uma monitora que preferiu não se identificar.
No fechamento desta matéria recebemos uma informação da diretoria  da Sudeste Brasil Cooperativa de Transporte,  firmando que para garantir os serviços em andamento regular, os pagamentos que estejam em aberto dos Cooperados que desempenham a função de monitores escolares em Paracatu serão efetuados ainda hoje (25), com recursos próprios da instituição.


Nós continuamos em busca de respostas para o drama e insistindo nos contatos para esclarecimentos diretos, pois ainda faltam componentes nessa equação.

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