REFLEXOS DA OPERAÇÃO DEUTERONÔMIO DO GAECO ALCANÇAM MÍDIA DE TODO O ESTADO

créditos da foto Ricardo Soares


Conforme anunciamos ontem a operação levada a cabo pelo GAECO, tendo representantes da Promotoria de Justiça, policiais militares envolvidos e 17 viaturas mobilizadas, conseguiu executar os mandados de busca e apreensão expedidos, os materiais foram recolhidos na Câmara Municipal, na residência do Presidente da Câmara Ragos Oliveira e em mais 8 locais, entre Paracatu e Belo Horizonte.

Foi dada ampla cobertura do fato por toda a mídia da região e também do estado, tendo o nome de Paracatu sido estampado nas principais manchetes policiais de sites e jornais mineiros.

Dr. Bruno Franco
 Após um dia inteiro de informações desencontradas e ainda pendentes de confirmação, fatos e boatos correram soltos nas redes sociais, pois o inquérito corre em sigilo e nem tudo pode ser repassado ao conhecimento do público para não atrapalhar as investigações. No fim da tarde o que se confirmou é que o vereador foi realmente conduzido à delegacia de polícia, posteriormente levado para o Presídio de Paracatu onde aguardou a arbitragem da fiança e o alvará de soltura. 

Sobre esse episódio conversamos com o Dr. Bruno Franco, advogado do vereador:

Na operação foram apreendidos 16 celulares, equipamentos de informática, munições, três veículos, R$ 10.700 em espécie, folhas de cheques que somam o valor de  1.660,00, diversos documentos e cartões bancários.

Entenda o caso:

Em nota publicada pelo MP são feitos o resumo e esclarecimento do fato.
“O Ministério Público de Minas Gerais apurou que vereadores, assessores e empresários se organizaram  com o objetivo de utilizar a Câmara Municipal para interesses próprios. Foi constatada fraude na  licitação realizada para a publicidade e comunicação da Câmara e que os valores utilizados para a divulgação da Câmara, na verdade, retornariam para o próprio presidente da casa a fim de viabilizar sua promoção pessoal.

Segundo consta dos autos, a Câmara de Vereadores realizou licitação para comunicação no valor aproximado de R$ 500.000 e teve como vencedora uma empresa de Belo Horizonte. Para que a empresa ganhasse, o processo licitatório foi fraudado, prejudicando a outra empresa concorrente.  Até o momento, foram pagos pelo poder público R$ 311.580,92  entre os meses de março e agosto de 2018 à empresa.

Além disso, o MPMG também apurou a ocorrência de desvios de função na Câmara de Vereadores de Paracatu, havendo indícios de que os valores pagos a mais aos funcionários retornam para os próprios vereadores e que o ICINOM (Instituto de Cidadania do Noroeste de Minas - uma Organização Social) é usado para a prática de atos de improbidade administrativa.” 

A conclusão desse processo ainda vai demorar, pois foram muitos os objetos recolhidos para análise e composição de provas. Só depois de reunida quantidade suficiente virá a fase de sentenciamento dos envolvidos e o desfecho completo, tendo se couber, a penalidade imputada aos responsáveis.

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