Na reunião desta terça-feira (30), a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17 pastas. Atualmente, há 29 ministérios. Além do superministério de Economia, que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e o da Agricultura, que juntará com o do Meio Ambiente, a Casa Civil também deverá se juntar a Secretaria de Governo, que será comandada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o astronauta Marcos Pontes, será unido ao Ensino Superior. Também haverá a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social unirá os Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. Haverá ainda a fusão do ministério da Justiça com o da Segurança Pública, para onde se cogita o juiz de primeira instância Sergio Moro.
Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, se este deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.
O coordenador da bancada do governo no Congresso Nacional (e comandante da bancada da bala) é o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) condenado em setembro desse ano a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto, pela prática do crime de concussão (exigir vantagem ilícita em razão do cargo).
Veja como será a composição dos ministérios no governo Bolsonaro:
1) Casa Civil com a Secretaria de Governo - Onyx Lorenzoni - o mesmo que admitiu no ano passado ter recebido R$ 100 mil em caixa dois da empresa de carnes JBS. Em entrevistas à imprensa em maio de 2017, ele argumentou que o dinheiro foi usado para quitar gastos de campanha de 2014, mas concordou que deveria "pagar pelo erro"
2) Economia (fusão de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior) - Paulo Guedes - o mesmo que é apontado pela Justiça como um dos beneficiários de fraude que causou prejuízos à fundação responsável pela gestão da aposentadoria dos funcionários do BNDES, a Fapes.
3) Defesa - General Heleno
4) Ciência e Tecnologia (com ensino superior) - Marcos Pontes
5) Educação, Cultura e Esporte
6) Agricultura e Meio Ambiente
7) Trabalho
8) Minas e Energia
9) Relações Exteriores (está em discussão se será um diplomata ou alguém formado em relações internacionais)
10) Integração Nacional (ainda não está definido, mas deve juntar com Cidades e Turismo)
11) Infraestrutura, juntando com Transportes
12) Gabinete de Segurança Institucional (talvez mude o nome para ministro de Segurança Institucional, ao invés de ministro chefe do gabinete) - deverá ser um nome ligado ao Exército
13) Desenvolvimento Social junto com Direitos Humanos (pode ser uma mulher ligada a movimentos)
14) Justiça e Segurança - Quem está cotado e tem reunião com o presidente nesta quinta-feira é o Juiz de segunda instância Sérgio Moro. O convite estará sendo avaliado a portas fechadas.
15) Saúde
Com informações do Notícias UOL


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