Há uma semana já circulavam os rumores de um possível afastamento
ou mesmo renúncia ao cargo por parte do presidente da Casa Legislativa, o
vereador Ragos Oliveira (PRTB- Partido Renovador
Trabalhista Brasileiro). Na tarde de hoje (12), em pronunciamento em tribuna
ele confirmou o fato.
A atitude foi reflexo inegável das investigações feitas pelo
Ministério Público de MG, tendo a frente o GAECO. Em sua fala na semana
anterior, Ragos apontava a possibilidade de se afastar para que não houvesse entrave ou impedimento nas investigações e para que também não fossem registrados mais momentos
constrangedores para si e para a Casa.
Em tarde de casa cheia, já na tribuna, que começou com um certo
atraso, o vereador alegou problemas de saúde, citou que estava com seu lado
psicológico abalado, pronunciou-se a cerca de sua renúncia ao cargo e
justificou a sua retirada da reunião plenária logo em seguida, ainda com a sessão
sendo realizada pelo conjunto de vereadores.
O CASO
Em 26 de outubro a sociedade paracatuense foi surpreendida
pela ação do GAECO no cumprimento de vários mandados de busca e apreensão em
locais na cidade, dentre eles na casa do vereador Ragos e também no gabinete da
Presidência da CM. Inúmeros computadores foram apreendidos, carros, documentos
e outros pertences dos alvos para que as supostas provas dos crimes contra o
patrimônio público – como citado no documento do MP, indícios de fraude em
licitação para serviços de comunicação e publicidade da Câmara - fossem
colhidas e analisadas. Para quem não acompanhou o caso, Ragos chegou a ser
detido por mais de 24 horas, pois na checagem da Polícia Militar em sua
residência, foram encontrados cartuchos de munição de uso exclusivo da
polícia. O vereador foi solto sob fiança
de R$ 10 mil.
Quem assume o comando da CM imediatamente, neste caso, é o
Vice-Presidente, Paulo Pereira (foto) em caráter provisório. Conforme regimento da Casa o prazo agora é de
dez dias para que se faça uma convocação extraordinária para ser definida a vaga de novo ocupante do cargo até o fim do ano legislativo.
Quem assume o comando da CM imediatamente, neste caso, é o
Vice-Presidente, Paulo Pereira (foto) em caráter provisório. Conforme regimento da Casa o prazo agora é de
dez dias para que se faça uma convocação extraordinária para ser definida a vaga de novo ocupante do cargo até o fim do ano legislativo.
Ouça o pronunciamento do Presidente da Câmara fazendo o seu
comunicado de renúncia ao cargo


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