A mesa foi composta curiosamente dispondo à direita do presidente da comissão, todos os representantes do poder público local e à esquerda os opositores da proposta e representantes da sociedade, Conselho Municipal de Saúde, servidores públicos e a classe médica. O Secretário de Planejamento Erasmo Neiva mostrou aos presentes a diferença conceitual entre os termos privatização, terceirização e gestão compartilhada e foi diversas vezes interrompido pelas manifestações em contrário da galeria.
Das falas a mais esperada, certamente, foi a do Promotor do MP, Dr. Paulo Campos. Para ilustrar, ele trouxe três vídeos que mostraram basicamente o insucesso das iniciativas de implantação do regime compartilhado em várias cidades do sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. Todas elas apresentaram denúncias de episódios de corrupção e desvios de milhões de Reais com desfechos recentes em prisões e inquéritos policiais, incluindo o Grupo Gamp, candidato que segundo o Promotor, "andou sobrevoando as possibilidades de Paracatu."
O Promotor reafirmou a sua convicção de que o atrativo para estas instituições é o dinheiro e não o bem comum. Ouça a fala do Dr. Paulo Campos
O desgaste do paço municipal causado pelo tema está visível. Ainda na semana passada, o prefeito Olavo Condé veiculou aviso na imprensa, dizendo que o edital para escolha da instituição que iria assumir a administração estaria suspenso, mas o Vereador Gilsão devolveu na mesma altura e em plenário afirmou que: " a audiência pública está mantida, nós aqui somos legislativo e vamos seguir com a solução das dúvidas."

O prefeito, em sua avaliação mostrou números de gastos do município. Atestou o rombo deste ano deixado pelo PRESERV e tentou justificar a contratação dos serviços externos para amenizar os custos da saúde. E a julgar pela reação popular, também não convenceu.
Assim como a fala do Presidente da Câmara Municipal, Marcos Oliveira que recebeu intensas vaias de servidores e demais presentes, durante seu curto pronunciamento,necessitando que Gilsão fizesse uma intervenção, clamando pela atitude democrática da audiência.
Com o horário bastante avançado, finalmente a participação popular pode ser ouvida. Literalmente todas elas contrárias ao processo.
Lideranças como o Professor Edinho do Sindspar, e os ex dirigentes Ditinho e Toninho, bem como a servidora Vera Lemos e mais doze cidadãos no uso de suas palavras, terminantemente desaprovaram a conduta proposta pela prefeitura.

Quem falou sobre suas convicções, representando a Central das Associações foi o seu atual presidente - Mauro Mundim. Ele argumentou que já existe uma instituição na cidade que presta serviços médicos de excelência na Atenção Básica e o faz gratuitamente para a população, que é o HEFA - o Hospital de Ensino do UniAtenas e que de acordo com a maioria dos relatos, o município padece é de falta de gestão ou gestão deficitária. Ouça um trecho da fala de Mauro Mundim:
As impressões populares e técnicas foram recolhidas pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal e em breve poderemos constatar qual será o seu posicionamento em relação à matéria. Lembrando que o autor do requerimento que fez o chamamento da audiência pública é o vereador Hernesto do Hospital (SD).
Confira as fotos da galeria: Clique para ampliar








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