
Os representantes das entidades do movimento popular, sindicatos e sociedade civil, tendo em vista a grande comoção existente na cidade, depois das tragédias ocasionadas pelos crimes da Samarco e da Vale em Mariana e Brumadinho e mesmo com as explicações já anunciadas, afirmam que a população continua apavorada e sem convencimento para se tranquilizar. Com base nesse sentimento, organizaram-se em grande passeata que culminará em um Ato Público nesta segunda feira.
A concentração será a partir das 14h no estacionamento do Galpão do Produtor, nas margens da BR040 e seguirá em comboio até o trevão da mineradora, onde será feito o manifesto.
As comunidades atingidas diretamente pela atividade minerária como as do Cunha, Santa Rita, Lagoa e Machadinho estão em peso representadas, bem como as dos bairros confrontantes à Mina do Ouro: Amoreiras II, Bela Vista II, Esplanada, Alto da Colina e outros.
A opinião é unânime. Muitas audiências públicas já foram realizadas para tentar mediação e soluções e nada surtiu efeito, então estas populações agora não desejam mais estar em áreas de risco iminente e querem indenização pelos danos sofridos e pela perda de patrimônio, porém o que mais se ouve entre os cidadãos é a reivindicação do bem estar, e a saúde é o elemento que mais preocupa. Eles lutam em favor de uma reparação em vida e imediatamente.
A manifestação contará com a presença de observadores de direito internacionais que tomaram conhecimento das condições da cidade de Paracatu e a convivência da população com os mais variados riscos.
O início do ato está previsto para às 15h e é aberto a participação de qualquer interessado.

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