O instituto de pesquisa Imazon, em Belém, monitora o
desmatamento na Amazônia há mais de 20 anos. No levantamento divulgado esta
semana, foram derrubados 1.700 quilômetros quadrados de floresta nativa, entre
agosto de 2014 e fevereiro deste ano. A área desmatada é maior que a cidade de
São Paulo.
Comparando essa derrubada com o período anterior, o
desmatamento na Amazônia aumentou 215%.
"A perspectiva é se continuar nessa tendência
de aumento do desmatamento, a gente ainda vai detectar um crescimento nas
estatísticas do desmatamento nos próximos meses", diz Marcelo Justino,
pesquisador do Imazon.
Segundo o Imazon, quase a metade do desmatamento
ocorreu em áreas particulares, onde a floresta veio abaixo para a expansão da
pecuária, principalmente no Mato Grosso. No Pará, o desmatamento foi provocado
em grande parte pela grilagem, que é a invasão de terras públicas. Já em
Rondônia, segundo os ambientalistas, as árvores vêm sendo destruídas para dar
lugar à agricultura.
Do total desmatado nos últimos sete meses, o estado
que mais destruiu a floresta foi Mato Grosso (35%), depois Pará (25%) e
Rondônia (20%).
Os analistas também fazem outro alerta: como os
satélites do Imazon só detectam o desmatamento em áreas acima de dez hectares,
os números da derrubada da floresta podem ser ainda mais altos.
O Ministério do Meio Ambiente disse que não comenta
os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Imazon por não
considerá-los oficiais.


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