A história é de luta e conquista. Em 1932, a mulher brasileira obteve o direito
de votar nas eleições nacionais. Entretanto, a conquista não foi completa. O
Código Eleitoral da época permitia apenas que mulheres casadas (com autorização
do marido), viúvas e solteiras e com renda própria pudessem votar.
Mas, definitivamente as mulheres serão o fiel da balança no
processo eleitoral deste ano. Paracatu confirma as estatísticas e dos 64.468
eleitores aptos, 50,87% é voto feminino, representando 32.793 eleitoras.
A representatividade é que deixa a desejar. Temos apenas três
mulheres concorrendo como representantes locais: duas para deputada estadual e
outra a deputada federal. Um número que não condiz com a presença e a necessidade
da perspectiva feminina no poder.
Lara Fonseca, componente diretora do Comitê de Bacia do Rio
Paracatu dá a sua opinião
As estatísticas atualizadas para 2018 dizem que a idade do
eleitorado paracatuense se concentra na faixa dos 45 aos 59 anos, 24%, seguido
de perto pela faixa dos 25 a 34 anos com 23%. Os desafios de contentar este
volume de cidadãos em idade produtiva, mais da metade mulheres, deveria ser o
cardápio de qualquer candidato mais atento.
Jovens, adultas ou as da melhor idade, mobilizadas podem
sim, numericamente e por desejo, modificar uma realidade e empossadas em cargos
públicos, planejar políticas públicas, ações e programas para o benefício de
todos com um olhar diferenciado. A participação da mulher nas decisões, nas
lutas, nas eleições e na sociedade, tem dado à política, um tempero especial,
que só as mulheres têm.


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