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| matéria atualizada às 11:40 15/02/19 |
Foi confirmado pelo governo brasileiro que a lama de rejeitos de minério de ferro da barragem da Vale irá atingir à hidrelétrica de Três Marias, no Rio São Francisco, a partir do dia 15 de fevereiro.
A informação foi dada por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), e divulgada no primeiro boletim de monitoramento especial do Rio Paraopeba produzido pelo órgão. De acordo com os cálculos feitos pelos técnicos do governo, a lama deve chegar à hidrelétrica entre os dias 15 e 20 de fevereiro.
O Rio Paraopeba é um dos principais afluentes do Rio São Francisco.
Na manhã desta sexta-feira o CPRM atualizou as informações sobre o despejo da lama no Rio São Francisco:
Na manhã desta sexta-feira o CPRM atualizou as informações sobre o despejo da lama no Rio São Francisco:
Anteriormente prevista para chegar à usina hidrelétrica de Três Marias nesta sexta-feira (15), a lama de rejeitos vinda do rompimento da barragem em Brumadinho ainda está longe do rio São Francisco, segundo o que apontou o último relatório divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), responsável por monitorar o caminho dos rejeitos no rio Paraopeba.
Os dados divulgados nessa quarta-feira (13) apontam que a pluma de sedimento ainda não chegou à estação de captação Ponte Nova do Paraopeba, que está praticamente na metade do caminho entre o local onde a barragem se rompeu e a Usina de Retiro Baixo, onde seriam feitos os primeiros esforços de contenção dos rejeitos antes que eles cheguem ao Velho Chico.
De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), que também trabalha no monitoramento, as chuvas na região, a característica dos rejeitos vindos de Córrego do Feijão e as barragens de hidrelétricas entre o Paraopeba e o São Francisco devem ser responsáveis por conter a pluma de sedimentos. No caso de Mariana, em 2015, os rejeitos estavam mais líquidos devido à atividade que ainda havia na estrutura e não havia barragens do porte das que o Paraopeba tem para conter a lama.
Por estar em um estado mais pastoso, o rejeito que atingiu o Paraopeba se move de forma mais lenta e acaba, muitas vezes, visualmente confundido com os sedimentos naturais do rio, que aumentam a turbidez da água sempre que chove.
Os órgãos não divulgaram uma nova previsão de quando a lama pode atingir o rio São Francisco.
Usina fechada
A Usina de Retiro Baixo, entre os municípios de Pompéu e Curvelo, seria a primeira a receber os rejeitos em sua barragem e teve a operação paralisada no dia 28 de janeiro para evitar que a lama danificasse os equipamentos. A Eletrobrás Furnas, responsável pela operação da usina, informou que as atividades permanecem paralisadas, mas ainda não foi verificada nenhuma alteração na água que chega ao reservatório.
Em nota, a empresa informou que "os técnicos da Retiro Baixo Energética estão monitorando os possíveis cenários da chegada dos resíduos no reservatório da usina, que está preparada para fazer as manobras de emergência necessárias. Enquanto durar a paralisação, o nível de água na barragem da Usina Retiro Baixo será controlado pelo vertedouro, conforme condições de segurança do empreendimento. Não há risco estrutural para a barragem da usina".
Fonte: Varela Notícias


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